Como divulgar seu escritório de arquitetura (sem depender só das redes sociais)

A imprensa ainda é o que constrói reputação e atrai os clientes certos. Veja por que os jornalistas e os veículos do setor ainda decidem quem é reconhecido


Existe uma verdade desconfortável no mercado de arquitetura: os escritórios mais lembrados nem sempre são os melhores. São os mais bem percebidos.


Talento, repertório e um portfólio sólido são o ponto de partida, não o de chegada. Entre fazer um projeto extraordinário e ser reconhecido por ele, existe uma distância. Essa distância se chama reputação. E reputação não se anuncia: se constrói, na mídia certa, com o tempo.


É aí que entra a assessoria de imprensa para arquitetos, não como divulgação, mas como construção de autoridade.


Por que a imprensa ainda pesa mais do que a publicidade:


Num cenário de desconfiança generalizada, a credibilidade virou ativo raro. O Edelman Trust Barometer 2025, pesquisa anual realizada pela agência de comunicação Edelman, mostrou que, no Brasil, a confiança nas instituições segue em queda, mas a mídia ainda é vista como confiável por menos da metade da população, enquanto as marcas se firmaram como as instituições em que o público mais acredita.


Isso muda totalmente o jogo, pois quando um terceiro confiável (seja um um jornalista ou veículo especializado) fala sobre o seu trabalho, ele empresta credibilidade que nenhum anúncio compra. Pesquisas globais da Nielsen apontam há anos a mesma direção: o conteúdo editorial, como uma matéria de revista ou jornal, está entre as formas de comunicação em que o público mais confia, bem à frente da publicidade paga.


A lógica é simples. Um anúncio diz que você é bom, mas uma matéria mostra que alguém com autoridade reconhece que você é. São coisas diferente, e o mercado sabe distinguir.


Os nomes que o mercado reconhece não estão só nos prêmios:


Pense nos escritórios brasileiros que viraram referência além do meio técnico: Studio MK27, de Marcio Kogan, Isay Weinfeld, Arthur Casas. O que eles têm em comum, além da obra, é presença nos lugares certos. São nomes recorrentes nos veículos que moldam a percepção do setor no Brasil, como Casa Vogue, AD Brasil, Casa e Jardim, Casa Claudia, a Revista Projeto, a Galeria da Arquitetura e o ArchDaily Brasil.


Essa presença não é acidente, mas resultado de relacionamento construído com a imprensa, de pautas bem posicionadas, de projetos contados na hora e no lugar certos. O reconhecimento internacional de boa parte da arquitetura brasileira passou (e ainda passa) pela mídia especializada.


A boa notícia: esse caminho não é exclusivo dos grandes. Ele é uma questão de método, não de tamanho.


O que uma boa assessoria faz por um escritório de arquitetura:


Assessoria de imprensa para arquitetura não é "sair na revista". É traduzir a identidade do seu trabalho em relevância pública, de forma consistente. Na prática:


  • Mapeia as oportunidades certas: os veículos, cadernos e jornalistas que falam com o seu público, do nicho de alto padrão à arquitetura sustentável.
  • Cria pautas e narrativas que transformam um projeto em história: porque jornalista não publica portfólio, publica histórias relevantes.
  • Constrói relacionamento com a imprensa, o ativo mais valioso e o mais difícil de terceirizar: confiança entre quem tem o que contar e quem decide o que será contado.
  • Posiciona o arquiteto como referência em um território específico, em vez de mais um nome disperso no mercado.
  • Fortalece sua presença no Google. Cada matéria em um veículo de autoridade é uma menção que melhora como o seu escritório aparece nas buscas — quando um cliente em potencial pesquisa seu nome, encontra reconhecimento, não silêncio.


Mais do que visibilidade, mas o verdadeiro reconhecimento.


Visibilidade é aparecer. Reconhecimento é ser lembrado (e procurado) pelo motivo certo.


Há uma diferença entre o escritório que coleciona aparições aleatórias e o que constrói uma reputação coerente, em que cada presença reforça a anterior. A primeira gera ruído. A segunda gera autoridade. E autoridade, no longo prazo, é o que faz um cliente escolher você antes mesmo da primeira reunião.


Reputação não nasce da pressa. Nasce da presença, da sensibilidade em perceber o que importa e da curadoria do que merece ser visto.


Sobre Lucca Koch:


Há mais de 20 anos, atuo entre redações, marcas e cultura, como assessor de imprensa, em relações públicas e na curadoria de marcas autorais. Já trabalhei com nomes como Dress To, Foxton, iFood, Outback e Trussardi, conectando marcas, jornalistas e formadores de opinião em projetos de alta relevância.


Hoje, meu trabalho é revelar o que torna uma marca única e fazer com que o mercado enxergue isso com clareza. Para arquitetos e escritórios que sabem que têm valor, mas sentem que ele ainda não é percebido como deveria, é exatamente esse o ponto de partida.


Vamos conversar sobre a reputação do seu escritório.

Vamos

conversar?

Se você sente que sua marca poderia ser percebida com mais clareza e valor no mercado, podemos conversar sobre o seu momento e entender qual formato faz mais sentido.




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